Por meio da tecnologia de gaseificação da W2E, praticamente todos os materiais residuais podem ser destruidos – ou melhor dizendo, convertidos em gás de sintese. As diversas aplicações do syngas podem tornar o negócio em si mais ou menos atrativo caso a caso, mas destaca-se a geração de energia elétrica.
De qualquer modo, uma instalação da W2E pode ser concebida e construída para simplesmente destruir adequadamente resíduos com custo menor do que seu transporte/destinação, com impacto ambiental virtualmente anulado e o melhor de tudo, num processo totalmente seguro.
Materiais como rochas, vidros e metais não são gaseificáveis. Contudo, praticament qualquer outro tipo de material pode ser gaseificado, por exemplo:
– Resíduos de madeira: podas de árvore, retalhos de madeira seca, serragem, cepilhos, etc
– Resíduos de processo: licor negro, borra de ETE
– Resíduos de celulose e papel
– Resíduos industriais: classe I e classe II.
– Resíduos comerciais
– Resíduos hospitalares: devidamente esterilizados no início do processo
– Emabalagens contaminadas: agrotóxicos, medicamentos, lubrificantes, solventes, pigmentos, corantes, adesivos
– Orgânicos de origem animal: sebo bovino, graxa suína, graxa de aves, visceras, sangue de abatedouro
– Orgânicos de origem vegetal: borra de extração de óleo (soap stock), cascas, frutas podres, verduras descartadas
– Inservíveis industriais: borrachas, pneus, camaras de ar, coifas, correias, mangueiras.
Existem no mercado, resumidamente e sem querer menosprezar alguma outra solução possível, cinco principais vertentes:
– Biodigestão: A biodigestão ou fermentação anaeróbica é um método de reciclagem que consiste na produção de gás combustível, principalmente o metano (CH4) e, também, de adubos, a partir de compostos orgânicos (geralmente excrementos de herbívoros, restos de frutas e vegetais). Realizada por bactérias que existem livres na natureza é considerada uma alternativa energética renovável e principalmente uma maneira de eliminação dos resíduos orgânicos urbanos, o principal componente do resíduo sólido urbano – RSU.
– Pirólise: O efeito da pirólise é uma degradação térmica dos materiais pelo calor com uma alimentação mínima de oxigênio proveniente do ar. Os materiais são aquecidos a uma temperatura entre 420 a 760 graus centígrados. A falta de oxigênio tem como objetivo evitar a combustão. A relativamente baixa temperatura não permite a formação de dioxinas e furanos, que ocorrem a temperaturas mais altas. Da pirólise resultam três produtos – gás, óleo combustível e um resíduo sólido “carbonizado” que pode conter metais pesados.
– Plasma: é um processo de queima com chamas a milhares de graus, usualmente com uso de elementos como hidrogênio. Pode ser associado com outras soluções ou isoladamente. É altamente eficiente, mas apresenta custo elevado.
– Incineração: é o processo de queima simples, onde o material é colocado numa fornalha, por exemplo de uma caldeira. Esta técnica atualmente encontra resistencias para obtenção de licenciamento junto aos orgãos ambientais.
– Gaseificação: A gaseificação ocorre com uma quantidade limitada de ar ou oxigênio controladas por softwares que também controlam a temperatura do processamento, que produz um gás combustível basicamente formado por monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e hidrogênio (H2). Este gás, denominado de SYNGAS é purificado para livrá-lo dos poluentes para gerar energia elétrica.
A W2E estudou o assunto por alguns anos e optou conscientemente pelo processo de gaseificação, gerado cerca de 1MWe para cada 50t/dia de RSU (ou equivalente energético). Nesse modelo conceitual, somente 4 etapas são necessárias:
- Recepção: onde o material é pesado e descarregado.
- Condicionamento: onde são separados os materiais para eventual reciclagem. O material restante é triturado e tem sua umidade reduzida para os niveis projetados.
- Gaseificação: onde o material condicionado é transformado em gás.
- Geração: onde o gás e transformado em energia, o que pode ser feito por meio de moto-geradores especialmente desenhados para este fim ou por meio de um ciclo rankini (caldeira de vapor + turbina + gerador).
O processo é relativamente simples, mas os principais itens são patenteados e oferecem grande segurança tanto de desempenho como de operação, concebendo assim uma solução altamente viável para um país como o Brasil.
As principais vantagens do processo escolhido e projetado pela W2E:
- Ecologicamente correto: virtualmente poluente zero – só produz syngas, vapor e cinzas.
- Eficiente: provavelmente o que mais gera energia elétrica por toneladade de resíduo
- Limpo: não gera gases tóxicos, cinzas contaminadas, efluentes liquidos, etc
- Flexível: pode receber praticamente qualquer tipo de resíduo para processar.
- Modular: pode ser ampliado tanto em tipo de resíduo como em capacidade de processamento.
- Rentável: proporciona um retorno adequado aos investidores.